Quase ao mesmo tempo em que morriam dezenas, mais de duas centenas, em um desastre de avião, morriam dezenas em outro desastre rodoviário.
Um avião e um ônibus, separados por algumas dezenas de quilômetros e uma eternidade de atenções.
No ônibus não haviam deputados ou empresários, investidores e executivos, apenas trabalhadores e desempregados.
Aos rodoviários, nenhum psicólogo ou parentes viajando de graça, nenhuma manchete ou minuto de silêncio, nenhuma crise nacional ou atenção do presidente, apenas o anonimato da ausência de holofotes.
Não que pouco me importe com as vidas que voavam sobre nossas cabeças. Mas, amigos rodoviários, parentes e amigos, meus sentimentos, irmãos de cela e de cruz.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
terça-feira, 17 de julho de 2007
Vaias ao Lula
Lula vaiado, sob explicações várias, sob teses conspiratórias das mais diversas. Desde o golpismo de direita, até a conspiração ensaiada à véspera, passando pela análise de composição social do público presente ao Maracanã, todas as possibilidades analíticas foram feitas da parte da esquerda.
Da mesma forma, a extrema direita conservadora ou liberal, fundamentalistas como os defensores da invasão do Iraque, numa análise torta, analisam o fato como legítima manifestação da insatisfação da parte pensante da nação contra a política esquerdista do governo.
Loucos de todo o gênero, é somente o que posso falar de todos eles.
Ninguém parece entender que as vaias são derivadas do vacilo, da traição, da direita e do povo.
Aplausos a César Maia? Normal.
Esse fez sua opção de classe, em favor dos que sempre dominaram nossa sociedade, pela força e pelo poder econômico. E os seus o aplaudem entusiasmadamente.
Lula não. Esse prometeu o mundo aos trabalhadores, mudou o discurso em favor das elites, buscou conciliar com as camadas médias.
Traiu a todos.
De outros, nós pobres nada esperávamos. Não tínhamos motivos para vaias.
Dele muito esperamos, desde sua trajetória às suas palavras. Traiu-nos, como tantos outros traíram, com mais desculpas.
Se não fez tudo o que queriam os poderosos de sempre, fez muito mais que os serviçais clássicos de outrora.
Se não fez sua opção de classe, ao menos optou contra nós.
À ele, todas as vaias, da cobrança das elites, da insatisfação das camadas médias, do sentimento de traição ao povo.
Aos traidores de nossa classe, nenhuma trégua. Não queremos esmola, queremos luta e dignidade!
Da mesma forma, a extrema direita conservadora ou liberal, fundamentalistas como os defensores da invasão do Iraque, numa análise torta, analisam o fato como legítima manifestação da insatisfação da parte pensante da nação contra a política esquerdista do governo.
Loucos de todo o gênero, é somente o que posso falar de todos eles.
Ninguém parece entender que as vaias são derivadas do vacilo, da traição, da direita e do povo.
Aplausos a César Maia? Normal.
Esse fez sua opção de classe, em favor dos que sempre dominaram nossa sociedade, pela força e pelo poder econômico. E os seus o aplaudem entusiasmadamente.
Lula não. Esse prometeu o mundo aos trabalhadores, mudou o discurso em favor das elites, buscou conciliar com as camadas médias.
Traiu a todos.
De outros, nós pobres nada esperávamos. Não tínhamos motivos para vaias.
Dele muito esperamos, desde sua trajetória às suas palavras. Traiu-nos, como tantos outros traíram, com mais desculpas.
Se não fez tudo o que queriam os poderosos de sempre, fez muito mais que os serviçais clássicos de outrora.
Se não fez sua opção de classe, ao menos optou contra nós.
À ele, todas as vaias, da cobrança das elites, da insatisfação das camadas médias, do sentimento de traição ao povo.
Aos traidores de nossa classe, nenhuma trégua. Não queremos esmola, queremos luta e dignidade!
Implorando Por Liberdade ao Amor
A voz que não diz “te amo”
Mas a voz que me traz o amor
A face do amor que eu amo
A ausência que me provoca o temor
Segredos são armas
Apontadas contra nós
Pondo-nos amarras
Não se cala a voz do amor
No máximo se a retarda
Não se elimina o calor
No máximo se o refresca
No seu toque o desejo
Perdendo-me em teu beijo
Euforia da visão do amor
Sem apressar o passo
Por você enfrento o mundo
Não perdendo o compasso
Seu nome ecoando em som mudo
“Te amo, te amo, te amo”
Grito em silêncio
Simplesmente me ame e grite
Liberte a voz que canta
Seu nome no escuro
Ainda que relutante
Preservar-te-ei, eu juro
Amo-te e desejo-te
Permita o amor
Deixe-me, ao seu lado, ser feliz
Mas a voz que me traz o amor
A face do amor que eu amo
A ausência que me provoca o temor
Segredos são armas
Apontadas contra nós
Pondo-nos amarras
Não se cala a voz do amor
No máximo se a retarda
Não se elimina o calor
No máximo se o refresca
No seu toque o desejo
Perdendo-me em teu beijo
Euforia da visão do amor
Sem apressar o passo
Por você enfrento o mundo
Não perdendo o compasso
Seu nome ecoando em som mudo
“Te amo, te amo, te amo”
Grito em silêncio
Simplesmente me ame e grite
Liberte a voz que canta
Seu nome no escuro
Ainda que relutante
Preservar-te-ei, eu juro
Amo-te e desejo-te
Permita o amor
Deixe-me, ao seu lado, ser feliz
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Seus Beijos
A coragem que brota da covardia
O desejo de abandonar os desejos
A desesperança de lutar
Tudo desaparece com seus beijos
O desejo de abandonar os desejos
A desesperança de lutar
Tudo desaparece com seus beijos
sábado, 14 de julho de 2007
Adeus Amor
Adeus amor!
De ti cuidei
Você cresceu
E me entreguei
Guardo o bom
Desprezo o mau
Triste fim
Amor não vivido
Algo sentido
Ainda mais dor
Do amor não correspondido
Amar dói
Marca o ser
Fere a alma
Amar é troca
Não vivi o amor
A ilusão de volta
Um dia o grande amor
Perdida a aposta
Jogo encerrado
A certeza da resposta
Adeus amor
Amei-te como nunca amei
Errei
Sem novas chances a dor
Encerro aqui
A história que não foi
Do que poderia ter sido
Adeus amor
Frase que dói
Mais que o amor
Sem completo, já perdido
Sigo o caminho
Carrego os sonhos
No passado: você
Adeus amor
De ti vou lembrar
Da dor e do amor
Do amor sem resposta
Adeus amor
Num último beijo
Frieza contagiante de nós
Que minh’alma domina
Adeus!
De ti cuidei
Você cresceu
E me entreguei
Guardo o bom
Desprezo o mau
Triste fim
Amor não vivido
Algo sentido
Ainda mais dor
Do amor não correspondido
Amar dói
Marca o ser
Fere a alma
Amar é troca
Não vivi o amor
A ilusão de volta
Um dia o grande amor
Perdida a aposta
Jogo encerrado
A certeza da resposta
Adeus amor
Amei-te como nunca amei
Errei
Sem novas chances a dor
Encerro aqui
A história que não foi
Do que poderia ter sido
Adeus amor
Frase que dói
Mais que o amor
Sem completo, já perdido
Sigo o caminho
Carrego os sonhos
No passado: você
Adeus amor
De ti vou lembrar
Da dor e do amor
Do amor sem resposta
Adeus amor
Num último beijo
Frieza contagiante de nós
Que minh’alma domina
Adeus!
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Matando o Sentimento
O brilho que se apaga
O som que se abafa
O amor que se acaba
O grito que se cala
As flores que murcham
As águas que se vão
Estrelas que morrem
O mar sem verão
Momentos que passam
Madrugadas em vão
Silêncio obsequioso
Olhares ao longe
Palavras não ditas
Dores sofridas
Dias perdidos
Vida maldita
Sentimentos despedaçados
Horas desperdiçadas
Palavras perdidas
Amores contidos
Numa palavra seu nome
Noutra, o lamento
De espera, a fome
Se perdendo no tempo
O som que se abafa
O amor que se acaba
O grito que se cala
As flores que murcham
As águas que se vão
Estrelas que morrem
O mar sem verão
Momentos que passam
Madrugadas em vão
Silêncio obsequioso
Olhares ao longe
Palavras não ditas
Dores sofridas
Dias perdidos
Vida maldita
Sentimentos despedaçados
Horas desperdiçadas
Palavras perdidas
Amores contidos
Numa palavra seu nome
Noutra, o lamento
De espera, a fome
Se perdendo no tempo
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